quinta-feira, 19 de abril de 2018

Pré-jogo: Flamengo x América-MG

Em tese, o time americano deve repetir contra o Flamengo a ideia de jogo desenvolvida pelo Enderson Moreira e absorvida pelos jogadores.

Vale a pena o copiar e colar os fatores predominantes neste modelo de jogo:

- Independentemente de quem entra no time, do adversário e da condição de visitante ou mandante, o time americano é bastante organizado taticamente.

- Busca o controle do jogo, por meio da valorização da posse de bola e proposta ofensiva.

- Com a bola, basicamente são três jogadores no início da transição, quatro na segunda linha e três mais avançados. Mais as flutuações ofensivas.

- Com e sem a bola, na distribuição tática mais básica, a primeira linha defensiva com quatro jogadores, a segunda com dois volantes, a terceira com três meias, e a última, com um centroavante.

- Na formação defensiva mais compactada, duas linhas de quatro, com o meia centralizado e o centroavante, antes da linha do meio-de-campo.

Ainda assim, na prática, a eficiência na execução dessa ideia de jogo depende até do acaso. Por exemplo, na goleada sobre o Sopor, as falhas do goleiro nos gols marcados pelo Serginho e Carlinhos.

Para enfrentar o Flamengo, o promissor Jory será o goleiro.

Norberto, Messias, Rafael Lima e Carlinhos formarão a primeira linha defensiva.

Os laterais Norberto e Carlinhos precisam aumentar o poder de marcação, mas são bastante participativos e produtivos nas ultrapassagens. Embora a recomposição do Norberto seja lenta.

Christian e Juninho serão os volantes.

Apesar da falta de ritmo de jogo, Christian fez parte das seleções da primeira rodada do Brasileirão. Será bastante interessante voltar a formar com Zé Ricardo no profissional, a eficiente dupla dinâmica de volantes, com características de articuladores, utilizada nas categorias de base. Ambos jogavam mais avançados, sem ser primeiro volante. 

Provavelmente o voluntarioso Juninho será mais produtivo e eficiente na marcação se avançar menos e executar mais a função de proteção aos zagueiros e cobertura dos laterais.

A linha dos três meias deverá ser composta pelo Aylon, Serginho e Luan.

Na frente, Rafael Moura.

Aylon precisa ser mais agudo, errar menos passes e ser mais produtivo contra um adversário teoricamente mais qualificado.

Embora o alto desempenho contra o Sport seja difícil de ser repetido, Serginho pelo menos deve demonstrar regularidade produtiva em jogos seguidos.

O competitivo Luan, participante da recomposição defensiva e transição ofensiva, carece maximizar os passes certos, minimizar os errados e perder menos vezes a posse de bola.

Rafael Moura carece se impor fisicamente sobre os marcadores, executar a função de pivô com mais perfeição e ter poder de decisão

Zé Ricardo e Wesley são alternativas de volantes com qualidade no passe e distribuição das jogadas.

Ruy é opção de meia centralizado, no lugar do Serginho ou de um meia atacante de lado ou no lugar do Rafael Moura. Se entrar no lugar de um meia atacante de lado, Serginho será deslocado para a beirada. Se entrar no lugar do Rafael Moura, Aylon será deslocado para a função de centroavante.

Judivan, na função de atacante de lado ou centroavante, e Marquinhos, na função de atacante de lado são as opções ofensivas.

Para a sequência do Brasileirão:

Existe a necessidade de contratar pelo menos três jogadores para aumentar o potencial agressivo:

- Um meia centralizado.
- Um centroavante.
- Um atacante de lado.

Todos com experiência vitoriosa na primeira divisão, qualidade técnica, intensidade, velocidade, força, poder de finalização e decisão.

Provável time e sugestões na formação básica 4-2-3-1

Jory;
Norberto, Messias, Rafael Lima, Carlinhos;
Christian (Wesley) , Juninho (Zé Ricardo);
Aylon (Marquinhos, Ruy), Serginho (Ruy), Luan (Judivan);
Rafael Moura (Aylon, Judivan)

Flamengo x América
sábado, 19h, Maracanã
vamos vencer, Coelhô!

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Marco Antônio

segunda-feira, 16 de abril de 2018

América-MG 3 x 0 Sport

A manutenção do modelo de jogo, a consistência defensiva e eficiência nas finalizações prevaleceram na goleada sobre o Sport.

Ainda assim, o gol marcado pelo Serginho no início do jogo e as falhas do goleiro nos dois primeiros gols foram facilitadores para o o time americano conquistar a vitória. 

Aliás, entre o primeiro e segundo gol, o adversário teve ligeira superioridade, mas sem conseguir penetrar na defesa americana. 

Após o terceiro gol, a partida ficou equilibrada, até o fim do primeiro tempo, mas sem grandes chances criadas. 

No segundo tempo, o rendimento ofensivo americano diminuiu.

O controle do jogo e a proposta ofensiva foram do adversário, com mais posse de bola e finalizações.

Jory e Messias se destacaram no bloqueio defensivo. 

No fim das contas, predominou a força do futebol coletivo, competitivo e combativo dos comandados pelo Enderson Moreira.

Dados Footstats
posse de bola 39 x 61
finalizações certas 4 x 5
finalizações erradas 7 x 8
passes certos 270 x 464
cruzamentos certos 5 x 0
cruzamentos errados 11 x 21

Jory demonstrou grande potencial de evolução e fez defesas importantes.

Norberto defendeu e atacou, mas com baixa intensidade. 

Messias e Rafael Lima mantiveram a segurança defensiva.

Carlinhos parece ter tomado conta da posição. Defendeu, atacou e marcou gol. 

Christian comprovou que deveria ter sido utilizado mais vezes. Poderia ter repetido com Zé Ricardo no profissional a dupla dinâmica das categorias de base.

Juninho participou do combate, mas errou passes curtos. 

Aylon finalizou duas vezes de longa distância. Precisa ser mais agudo. 

Serginho se destacou pela movimentação, pelos dois gols marcados e pelo cruzamento no gol do Carlinhos. 

Luan repetiu a competitividade. Entre erros e acertos participou da recomposição e das jogadas dos três gols marcados. 

Rafael Moura fez a assistência no primeiro gol do Serginho. Carece se impor mais fisicamente sobre os zagueiros e ter mais presença de área. 

Talvez se Enderson Moreira tivesse optado por mudanças menos conservadoras, a produtividade ofensiva americana no segundo tempo fosse maior. 

Seria uma grande oportunidade para ambientar Judivan, no lugar do Rafael Moura ou Luan, que deve ter saído por desgaste físico. 

Marquinhos também era opção mais ofensiva, para o lugar do Aylon ou Luan e ainda no lugar do Rafael Moura, com deslocamento do Aylon para a função de centroavante.  

Ruy também poderia ter entrado do Serginho. 

América:
Jory; 
Norberto, Messias, Rafael Lima e Carlinhos; 
Juninho, Christian (Zé Ricardo);
Aylon, Serginho (Wesley) e Luan (Magrão);
Rafael Moura
Técnico: Enderson Moreira

Sport:
Agenor; 
Claudio Winck (Sander), Léo Ortiz, Ernando e Raul Prata; 
Ferreira (Gabriel), Fellipe Bastos (Everton Felipe) e Anselmo; 
Andrigo, Hygor e Marlone
Técnico: Nelsinho Baptista

Cartões amarelos: Luan (AME); Claudio Winck, Marlone, Léo Ortiz (SPO)
Gols Serginho (2), Carlinhos

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Marco Antônio


quinta-feira, 12 de abril de 2018

Pré-jogo: América-MG x Sport

Sem reforços ofensivos qualificados na criação e efetivação das jogadas, a aposta inicial do América, para disputar e permanecer na primeira divisão, será de alto risco.

Existe a necessidade de contratar pelo menos três jogadores para aumentar o potencial agressivo:

- Um meia centralizado.
- Um centroavante
- Um atacante de lado

Todos com experiência vitoriosa na primeira divisão, qualidade técnica, intensidade, velocidade, força, poder de finalização e decisão.

Por enquanto, a vantagem competitiva do time americano deverá ser a ideia de jogo desenvolvida pelo Enderson Moreira, absorvida pelos jogadores, e transformada na força do futebol coletivo, competitivo e combativo.

Os fatores predominantes neste modelo de jogo são:

- Independentemente de quem entra no time, do adversário e da condição de visitante ou mandante, o time americano é bastante organizado taticamente.

- Busca o controle do jogo, por meio da valorização da posse de bola e proposta ofensiva.

- Com a bola, basicamente são três jogadores no início da transição, quatro na segunda linha e três mais avançados. Mais as flutuações ofensivas.

- Com e sem a bola, na distribuição tática mais básica, a primeira linha defensiva com quatro jogadores, a segunda com dois volantes, a terceira com três meias, e a última, com um centroavante.

- Na formação defensiva mais compactada, duas linhas de quatro, com o meia centralizado e o centroavante, antes da linha do meio-de-campo.

Ainda assim, houve defeitos crônicos no Mineiro, até contra adversários menos qualificados:

- Vulnerabilidade pelas laterais.

- Irregularidade na criação das jogadas.

- Ineficiência nos cruzamentos e finalizações.

- Principalmente pouca intensidade e baixa velocidade para explorar os contra-ataques ou penetrar na defesa adversária, o que dificultará ser um time reativo, contra adversários com proposta ofensiva.

Na estreia do Brasileirão, a posição de goleiro é tão arriscada, que Fernando Leal, por ser mais experiente, deverá ser o escolhido para enfrentar o Sport, mas mesmo assim, poderá cometer erros de principiante.

Norberto, Messias, Rafael Lima e Carlinhos deverão formar a primeira linha defensiva.

Norberto tem qualidade na troca de passes, mas pouca velocidade e intensidade para defender, atacar e fazer a recomposição.

Carlinhos pareceu ser mais intenso para defender e atacar do que Giovanni.

Christian, Wesley e Zé Ricardo são volantes, com qualidade na troca de passes, lançamentos e finalizações.

Christian deveria ter sido escalado mais vezes durante a Série B de 2017 e no Mineiro perdeu oportunidades para Matheus Sales, que nada acrescentou.

Para a saída de bola ficar mais simétrica, deveria ser feita pelo Messias, um volante e Rafael Lima.

Desde modo, Norberto e Carlinhos teriam mais liberdade para fazer mais ultrapassagens.

Aylon ou Marquinhos pela direita, Ruy, centralizado, e Luan pela esquerda são opções mais prontas para começar a partida.

Embora bastante competitivo, Luan tem baixa velocidade e ainda precisa minimizar os passes errados e maximizar os certos.

Marquinhos e Aylon fazem a recomposição defensiva, mas também precisam ser mais agudos e produtivos nas assistências e finalizações.

O desafio do Aylon será manter a produtividade contra adversários mais bem qualificados.

Bem preparados fisicamente, Ademir, Judivan e Marquinhos são opções de velocidade.

As duplas, Norberto e Aderlan, pela direita, e Giovanni e Carlinhos, pela esquerda, poderão ser futuras alternativas na função defensiva-ofensiva.

Ruy tem poder de criação e finalização, mas precisa ter resistência para jogar os dois tempos em alta intensidade.

Serginho e Renan Oliveira carecem ser mais participativos e produtivos, em vez dos lampejos de produtividade.

Rafael Moura precisa se impor fisicamente sobre os marcadores, executar a função de pivô com mais perfeição e ter poder de decisão. Artilheiro vive de gols.

Aylon e Judivan são alternativas de maior movimentação, na função de centroavante.

Talvez Judivan, além de atacante de lado e centroavante, também seja opção de meia centralizado.

Sugestão de time na formação básica 4-2-3-1
Fernando Leal;
Norberto, Messias, Rafael Lima, Carlinhos;
Zé Ricardo, Wesley(Christian);
Aylon (Marquinhos), Ruy, Luan;
Rafael Moura (Aylon, Judivan)

América x Sport
domingo, 11h, Arena do Coelhão
vamos vencer, Coelhô!

Churrascão da Avacoelhada
a partir das 14h, no Bar da Sandrinha
R$ 25, diretamente com Saraiva durante o jogo ou churrasco.

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Marco Antônio

segunda-feira, 26 de março de 2018

América 0 x 2 Atlético

Perder nunca é bom. Ser derrotado pelo rival, pior ainda.

Mas o grande objetivo de 2018 independe de vitórias nos clássicos.

Embora qualquer ponto conquistado seja um facilitador, o América poderá terminar o Brasileirão fora do Z4, sem ter vencido nenhum jogo contra a dupla rival.

Permanecer dois anos seguidos na primeira divisão com 20 clubes será um marco, que deve modificar a nossa história e ser o início da consolidação americana entre os grandes clubes brasileiros, neste século.

Na confronto contra o Atlético, a qualidade individual do adversário, clube consolidado na Série A, é bastante superior a do América, em busca da permanência, na primeira divisão.

Blanco, titular no América e reserva no Atlético, Rafael Moura, reserva no Atlético e titular absoluto no América, e Capixaba, sem oportunidades no Atlético e em estágio de desenvolvimento no América, são alguns exemplos da diferença qualitativa.

Os três atleticanos reservas que entraram, Blanco, Erick e Tomás Andrade, provavelmente seriam titulares no América.

Talvez só Messias e Zé Ricardo seriam titulares no Atlético. Ainda mais pelo possibilidade de venda.

Mesmo assim, os dois gols sofridos foram em falhas do time americano.

Zé Ricardo vacilou no início da jogada do primeiro gol. Será que ninguém gritou ladrão? Na sequência, Rafael Lima não teve velocidade para cortar o cruzamento rasteiro.

Apesar da falha no primeiro gol, Zé Ricardo, numa escala de prioridades, está longe de ser um dos problemas da equipe. Está mais próximo da solução. Superior aos laterais e jogadores do meio para frente. Ele e Messias foram os que mais se destacaram neste estadual.

No segundo gol, houve a repetição de um erro de posicionamento em cobrança de escanteio mal cobrado.

Outros defeitos crônicos do Mineiro foram repetidos.

Vulnerabilidade pelas laterais, baixo poder de criação, excessivo erro nos cruzamentos e ineficiência nas finalizações.

Jory fez uma grande defesa em cobrança de falta. Tem potencial para ser um dos grandes goleiros da história do América, mas sem a presença do João Ricardo, o time perdeu a bola de segurança recuada para o goleiro.

David, Norberto e Giovanni foram participativos na troca de passes, porém, com baixo poder de marcação.

O esforçado Juninho poderá ser mais produtivo se jogar na cobertura dos laterais, sem avançar. Do meio para frente é improdutivo.

Serginho manteve a irregularidade. Sumiu no primeiro tempo, apareceu no segundo.

Ruy tem mais poder de criação e finalização, mas jogou poucas vezes.

Renan Oliveira teve lampejos de produtividade.

Aylon nos clássicos foi pouco produtivo.

Luan é bastante competitivo, mas pouco produtivo.

A produtividade do Marquinhos também está baixa.

Rafael Moura, por enquanto, não justificou a contratação, nem o custo benefício. O He-Man está sem força para se importe fisicamente sobre os zagueiros, sem velocidade na arrancada e sem presença de área.

Com poucos destaques individuais, a força americana está no futebol coletivo e na padronização tática definida pelo Enderson Moreira e absorvida pela equipe. O maior defeito está na execução, devido a qualidade dos jogadores e até limite físico.

Sem Enderson Moreira, as dificuldades seriam bem maiores.

Na projeção da formação do elenco para disputar e permanecer na primeira divisão, os jogadores mais próximo do padrão Série A são:

João Ricardo.

Messias, atualmente o mais regular do time.

Rafael Lima, talvez devido a sequência de jogos, caiu de rendimento, em relação a 2017. Talvez seja interessante um revezamento com Matheus Ferraz.

Wesley, caso recupere o futebol, e Matheusinho, pelo potencial de evolução.

Existe a necessidade de contratar pelo menos mais três jogadores para o time titular.

- Um meia centralizado
- Um centroavante
- um atacante de lado

Todos com experiência vitoriosa na primeira divisão, qualidade técnica, velocidade, força e poder de finalização.

Para compor o grupo:
- Um zagueiro
- Talvez outro lateral direito.

América:
Jory,
Norberto, Messias, Rafael Lima e Giovanni;
Zé Ricardo e David (Marquinhos);
Aylon (Ruy), Serginho (Gérson Magrão) e Luan;
Rafael Moura
Técnico: Enderson Moreira

Atlético:
Victor,
Patric, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos;
Adilson e Elias; Luan (Gustavo Blanco), Cazares e Otero (Tomás Andrade);
Ricardo Oliveira (Erik)
Técnico: Thiago Larghi

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Marco Antônio

sábado, 24 de março de 2018

Pré-jogo: América x Atlético

Não vai ser só pelo futebol.

A razão para cada jogador americano disputar e ganhar toda bola dividida, manter o foco na vitória durante os 90 minutos mais acréscimos, e trocar o desgate físico pela superação, na incansável busca do ponto de equilíbrio entre defender e atacar com a máxima perfeição, deve prevalecer sobre a técnica, tática e condição física do adversário.

O ponto fraco do adversário é o setor defensivo. Patric é limitado; Leo Silva, lento e mais preocupado em apitar a partida; Gabriel, tem baixa estatura e pouca força física, e Fábio Santos, com baixo poder de marcação.

Em compensação, a velocidade e intensidade ofensiva pelos lados é a vantagem competitiva do time atleticano.

Talvez seja interessante, Enderson Moreira segurar um pouco os laterais, mas os meias de beiradas jogarem em profundidade.

Apesar do alto risco da posição, Jory tem potencial para ser um dos grandes goleiros da história do América.

A primeira linha defensiva, quando estiver sem a bola, deveria ser formada pelo Norberto, Messias, Rafael Lima e Carlinhos.

Carlinhos parece ter mais intensidade que Giovanni para defender e atacar.

Caso Enderson Moreira opte pela escalação do Juninho, o volante deveria jogar mais recuado, na cobertura dos laterais e na proteção aos zagueiros.

David, Wesley e Zé Ricardo não opções com mais técnica, habilidade e qualidade no passe.

Aylon, Marquinhos e Luan precisam ser mais agudos, pelas beiradas.

Por enquanto, Aylon apareceu mais contra adversários menos qualificados.

Marquinhos e Luan são bastante competitivos. Buscam o jogo o tempo todo, mas principalmente Luan necessita errar menos passes e perder menos vezes a posse de bola.

Momento de utilizar a experiência do Ruy, no começo do jogo ou durante mais tempo, para o meia centralizado aumentar o poder de criação e finalização.

Renan Oliveira e Serginho precisam aumentar os lampejos de produtividade.

Rafael Moura precisa se desdobrar para recompensar o vacilo do primeiro jogo da semifinal.  He-Man carece usar a força para se impor fisicamente sobre os zagueiros, executar com mais precisão a função de pivô e ter mais poder de decisão.

Aylon é opção de maior movimentação.

Os comandados do Enderson Moreira deverão fazer prevalecer a força do futebol coletivo, competitivo e combativo.

Provável time e sugestões, na formação básica.

Jory;
Norberto, Messias, Rafael Lima, Carlinhos;
Zé Ricardo, David (Juninho, Wesley);
Aylon (Marquinhos), Ruy (Serginho, Renan Oliveira), Luan (Marquinhos);
Rafael Moura (Aylon)

América x Atlético
domingo, 16h, Arena do Coelhão.
vamos vencer, Coelhô.
acredita, americano!

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Marco Antônio





sexta-feira, 23 de março de 2018

Atlético 1 x 0 América

Um gol invalidado e a inocência do Rafael Moura influenciaram diretamente no resultado.

Aliás, se o primeiro gol fosse confirmado, talvez o lance do gol do Rafael Lima não tivesse acontecido.

Ou até os dois gols poderiam compor uma parte ou o todo do resultado final.

Se o gol marcado pelo Aylon fosse um lance duvidoso a favor do Atlético, provavelmente seria validado. Talvez até o gol do Rafael Lima também.

Mas como resultado é diferente de desempenho, o rendimento do time americano foi bastante irregular.

Defeitos crônicos demonstrados neste Mineiro foram repetidos.

Houve vulnerabilidade nas laterais, baixo poder de criação e finalização.

Sem João Ricardo, o recurso da bola de segurança recuada para o goleiro foi pouco utilizado, o que mudou o padrão da valorização na troca de passes, no início da saída de bola e na recomposição defensiva.

A maior produtividade do time americano foi no início do segundo tempo, quando fez a proposta de jogo, teve posse de bola ofensiva, criou e aproveitou a oportunidade, no gol marcado pelo Rafael Lima e Victor fez uma defesa salvadora, numa finalização do Serginho de pé direito.

O gol sofrido foi em jogada de contra-ataque.

Nos dez minutos finais, também houve maior ofensividade americana. Luan ainda teve oportunidade para empatar, numa conclusão de cabeça.

Apesar do volume de jogo do Atlético, mas sem eficiência nas finalizações, e devido as circunstâncias da partida, com dois gols invalidados, superioridade na maior parte do segundo tempo, poder de reação depois do gol sofrido, o jogo foi bastante equilibrado, inclusive em relação as conclusões certas.

Equilíbrio entre um clube consolidado na primeira divisão e um que busca disputar e permanecer na Série A.

Na projeção para alcançar o objetivo de continuar na Série A em 2019, ainda será necessário um meia centralizado, um meia-atacante de lado e um centroavante para o time titular. Para compor o grupo, mais um zagueiro.

Jory estreou no profissional do Coelhão. Só foi exigido num chute de longa distância do Ricardo Oliveira. Tem bastante potencial.

Norberto foi participativo na defesa e no ataque, 29 passes certos, 3 errados.

Apesar da falha do Messias e Zé Ricardo, na disputa de bola com Cazares no gol sofrido, ambos foram os mais produtivos e mantiveram o desempenho elevado, em relação aos demais companheiros da equipe.

Messias acertou 9 rebatidas.

Zé Ricardo foi o americano que mais acertou passes: 38 certos e 8 errados. Perdeu duas vezes a posse de bola.

Rafael Lima, talvez sem a bola de segurança recuada para o João Ricardo, forçou lançamentos, mas poderia ter sido o autor do gol, ou de um dos gols, da provável vitória.

Giovanni pouco acrescentou no apoio e na parte defensiva foi envolvido até pelo Patric. A titularidade do Carlinhos deve ser pensada.

Embora a qualidade do David seja a precisão do passe, só acertou 25 e errou dois.

Aylon também poderia ter marcado o gol, ou de um dos gols, da provável vitória, mas novamente despareceu contra um adversário mais qualificado. Acertou 7 passes, errou 4, perdeu 3 vezes a posse de bola e acertou uma finalização.

Serginho repetiu os lampejos de produtividade. Com baixo poder de criação, acertou 22 passes, errou 4. Fez uma finalização certa, outra errada. Perdeu 7 vezes a posse de bola.

Embora criticado, Luan foi um dos mais competitivos do time, com e sem a bola. Participou da defesa e do ataque. Pressionou o juiz, bandeirinha, peitou Patric, Elias e o adversário que disputou bola com ele. Foram 21 passes certos, 12 errados, duas assistências para finalizações, três finalizações erradas, e 6 perdas de posse. Entre erros e acertos foi bastante participativo. Muito mais que Aylon, Serginho e Rafael Moura.

Rafael Moura vacilou no lance do segundo gol invalidado, teve dificuldades para se impor fisicamente sobre os adversários e ganhar as bolas disputadas.

Wesley demonstrou qualidade técnica. Acertou 12 passes e não errou nenhum.

Marquinhos em menos tempo no jogo, foi mais participativo que Aylon: 10 passes certos, 2 errados, duas assistências para finalizações, 1 cruzamento certo, 3 errados.

Ruy pouco apareceu.

Atlético:
Victor;
Patric, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos;
Adilson e Elias;
Luan (Tomás Andrade), Cazares e Erik (Otero);
Ricardo Oliveira.
Técnico: Thiago Larghi

América:
Jory;
Norberton, Messias, Rafael Lima e Giovanni;
Zé Ricardo e David (Wesley);
Aylon (Marquinhos), Serginho (Ruy) e Luan;
Rafael Moura.
Técnico: Enderson Moreira

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Marco Antônio

quarta-feira, 21 de março de 2018

Pré-jogo: Atlético x América

Embora a semifinal em dois jogos seja a terceira forma diferente de disputa, durante a mesma competição, o time americano deve manter o modelo de jogo implantado desde o ano passado, na conquista da Série B.

No Mineiro, os defeitos de execução mais evidentes foram a vulnerabilidade pelas laterais, a irregularidade na criação, e a ineficiência nos cruzamentos e finalizações.

Consistência defensiva da dupla de zaga formada pelo Messias e Rafael Lima, valorização da posse de bola ofensiva e força do futebol competitivo, coletivo e combativo ainda foram as principais qualidades.

Mais sobre o mesmo:

- Independentemente de quem entra no time, do adversário e da condição de visitante ou mandante,
o time americano é bastante organizado taticamente.

- Com a bola, basicamente são três jogadores no início da transição, quatro na segunda linha e três mais avançados. Mais as variações.

- Sem a bola, na marcação mais espaçada, primeira linha defensiva com quatro jogadores, segunda com dois, terceira com três e um centroavante mais avançado.

- Na formação defensiva mais compactada, duas linhas de quatro, mais o meia centralizado e o centroavante, antes da linha do meio-de-campo.

Provavelmente, as principais jogadas do Atlético serão pelos lados e os possíveis pontos fracos são Patric na marcação pela lateral direita e a pouca velocidade do Leo Silva, na recomposição. 

Norberto, Giovani e Carlinhos são opções para as laterais. Carlinhos parece ser mais intenso que Giovanni para defender e atacar.  Norberto tem qualidade para valorizar a posse de bola.

Messias e Rafael Lima formarão a dupla de zagueiros.

Juninho poderá ser bem mais produtivo, na cobertura dos laterais e na proteção aos zagueiros, sem necessidade de avançar tanto.

David tem mais qualidade na troca de passes e criação das jogadas.

Zé Ricardo é bastante produtivo e participativo no desarme, na distribuição das jogadas e viradas de jogo. Precisa voltar a ser mais finalizador, igual nas categorias de base.

Wesley também tem qualidade na troca de passes.

Com a função de fazer a recomposição defensiva e a transição ofensiva. Aylon, Luan, Magrão e Marquinhos são opções de meias pelas beiradas,

Aylon carece repetir no clássico o rendimento contra adversários menos qualificados.

Luan precisa errar menos passes e perder menos vezes a posse de bola, mas é bastante competitivo.

Marquinhos caiu de produção, ainda assim, aparece para o jogo o tempo todo.

Magrão tem mais potencial pela beirada, apesar de errar muitos cruzamentos.

Renan Oliveira, Ruy e Serginho são opções de meias centralizados.

Serginho está com mais ritmo de jogo e com lampejos de produtividade. Precisa aumentar o poder de criação e finalização.

Ruy está sem ritmo, mas tem poder de finalização e decisão.

Renan Oliveira necessita chamar mais a responsabilidade na organização das jogadas, mas tem qualidade com a bola dominada. 

Rafael Moura precisa ter mais imposição física sobre os adversários e repetir a produtividade e eficiência demonstradas contra o Boa.

Provável time e sugestões na formação básica:

João Ricardo;
Norberto, Messias, Rafael Lima, Carlinhos (Giovanni);
Zé Ricardo, Juninho (David, Wesley);
Marquinhos (Luan), Serginho (Ruy, Renan Oliveira, David), Aylon (Luan);
Rafael Moura (Aylon)

Atlético x América
quinta-feira, 20h, Arena do Coelhão
vamos vencer, Coelhô!

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Marco Antônio